FUTSAL NACIONAL BRASSILEIRÃO

Inter vence na camisa e na arquibancada para sobreviver na luta contra o Z-4

Time sofreu diante do Coritiba, mas não desistiu e foi premiado com o gol de pênalti de Alerrandro nos acréscimos

Inter vence na camisa e na arquibancada para sobreviver na luta contra o Z-4
Foto: Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Quando não dá na qualidade, precisa ser na indignação. O Inter teve a pior atuação com Eduardo Baptista, mas lutou, teve o apoio da torcida e acabou coroado com a vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba na noite de terça-feira.

O gol? Nos acréscimos, de pênalti, com Alerrandro, para dar alívio a todos no Beira-Rio. O time seca Grêmio e Corinthians para terminar a rodada fora do Z-4. Porém, mantém a esperança de compensar suas limitações técnicas e táticas com entrega na luta pela sobrevivência na Série A.
Os 36.412 presentes sofreram com a produção. O Inter, principalmente no primeiro tempo, foi amarrado pelo Coxa. Era difícil produzir menos do que na etapa inicial, mas a evolução ficou abaixo do esperado.

O Inter sentiu falta de Alan Patrick. Carbonero, o substituto, tentou algumas jogadas individuais, mas ofereceu pouco enquanto esteve em campo. Villagra percebeu a dificuldade e tentou resolver sozinho. Sem sucesso.

O time também esteve muito nervoso. Irritou-se com as decisões da arbitragem, com a postura do rival. E, claro, com o rendimento que não fluía.

Arquibancada joga junto


A torcida buscou fazer sua parte. Quando percebeu o momento delicado, a Popular, principal organizada do clube, puxou "Minha camisa vermelha", paródia de "Pelados em Santos", dos Mamonas Assassinas. Era a senha para carregar a equipe.

Ainda assim, o Inter errava. Já no fim, Vitinho teve a chance de deixar João Bezerra na cara de Pedro Morisco, mas falhou e mandou direto para fora. A frustração tomava conta do Beira-Rio. O Inter jogava fora a chance de vencer e ficaria mais uma rodada afundado na zona de rebaixamento.
Sem criatividade e sem brilho, o Inter recorreu ao que lhe restava: a indignação, o peso da camisa e o empurrão de fora do campo.

Torcida apoiou o Inter para vencer o Coritiba — Foto: Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional

 

Lei do ex ao contrário


Aos 47 minutos, Bruno Henrique cruzou. O ex-colorado Rodrigo Moledo, ao tentar cortar, acertou a cabeça de Juninho, que caiu dentro da área. O árbitro Fernando Salles Nascimento Filho não marcou inicialmente, mas foi até o vídeo e assinalou o pênalti.

Os colorados deliraram. O Inter tinha a chance de conquistar a vitória. Bernabei segurou a bola por um tempo e a entregou para Alerrandro cobrar.
O centroavante, um dos mais contestados pela torcida, não marcava desde 16 de maio, na goleada por 4 a 1 sobre o Vasco. Poderia sair como herói ou enterrar de vez a relação com a torcida e aumentar ainda mais a pressão na luta para evitar a queda.
Houve apreensão, mas sem que a torcida perdesse a fé. Alerrandro bateu forte, no canto direito de Morisco, sem chances de defesa.

Êxtase no Beira-Rio. Os colorados se abraçavam no campo e nas arquibancadas. O centroavante e os companheiros correram até os torcedores para celebrar juntos. O camisa 9 ainda se ajoelhou, agradeceu aos céus e se emocionou.
O Inter está vivo. Chegou aos 38 pontos e está em 16º lugar. Nesta quarta, seca o Grêmio contra o Flamengo, e o Corinthians diante do São Paulo.
Foi no sofrimento, na irresignação, em acreditar até o fim. Foi também no peso da camisa que apareceu quando o futebol sozinho parecia não bastar. E na arquibancada, com uma torcida que deixou a cobrança em segundo plano para empurrar o time na luta contra o rebaixamento.

Fonte: GE.COM

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